Talvez o problema esteja em mim, talvez eu seja o problema em si. Gostar das pessoas nunca foi algo fácil, logo de inicio já me decepciono com atitudes inesperadas ou de atitudes esperadas que não vêem. Mas aí é que está: A culpa é minha por esperar algo que não vem ou da pessoa por não fazer o que eu gostaria? Acredito que cabe a mim me culpar, ninguém é obrigado a ficar adivinhando o eu quero ver, sentir e ouvir. Porém, tem o meu lado, as atitudes que espero geralmente são simples, não passam de algo como um telefonema qualquer, quebrando o silêncio, mesmo que só pra dizer “Bom dia, estou com saudades”. Até um telegrama, quem sabe, me surpreendendo, pode apostar que até mesmo um recadinho bobo no guardanapo me deixaria radiante. O contato não precisa ser sempre real, o tempo e a distância não permitem, eu sei, mas se houver um contato intenso virtual já me dou por satisfeito. Será que estou pedindo de mais? Será que quero de mais? Será que sofro de mais enquanto poderia estar lá fora tirando fotos?
Desejo tanto que tudo seja perfeito, que quando nada sai como eu gostaria: sofro. Mais isso é inevitável.
Inevitável também é se decepcionar com o inesperado, buscar algo com toda força e vontade e o que encontrar for completamente diferente desanima. Voz e jeito deveriam ser iguais pra todo mundo, evitaria caos.
A questão é exatamente essa: O que é pior? Esperar e não receber ou receber o que não se esperou?
Particularmente, sofri mais por esperar e não receber. gostar de uma pessoa e não ser correspondido é uma das piores dores que existe. Os gestos que você tanto gostaria que viessem, que jamais vieram e jamais virão, deixam qualquer um com maus pensamentos, completamente deslocado, agoniado, chegando até a pensar algo como “o que está errado comigo? “. Enfim, o erro deve estar em mim mesmo.
Geralmente eu não gosto e quando gosto não sou correspondido. Isso parece tema de novela mexicana, e o que mais me dói é saber que eu sou “a Maria”.
quinta-feira, 14 de agosto de 2008
quarta-feira, 13 de agosto de 2008
é...
Ele não agüentava mais, estava cansado de sofrer a não reciprocidade do amor, pois toda vez era a mesma coisa: ele era amado e não amava e quando amava não era correspondido, tão menos compreendido. Teve sim algumas ocasiões, em que o amor fora recíproco, mas por tão pouco tempo que em uma frase haveria espaço demasiado para aquilo que ocuparia duas palavras apenas: doce ilusão.
Gostaria de tentar uma nova estratégia de vida, algo que o fizesse vencedor nas relações, pois concluiu que algo havia de errado com ele, mas não sabia ao certo o que era. A começar, questionou se ele errava em amar tão logo tivesse oportunidades para o mesmo ou se errava em assumir seus sentimentos quando na verdade devesse ficar calado.
Algo em seu coração lhe dizia que agia erroneamente nas duas questões, pois nunca era valorizado, o que resultou na decepção que sentia a pouco.
Sempre acreditou que deveria assumir quando sentisse o amor, que deveria viver o hoje como se fosse o último dia, mas fatos atuais e analise de situações vividas lhe mostraram que lutava contra o vento, que o caminho não era aquele. Seus pensamentos tratavam-se de um equivoco, talvez por falta de experiência.
Agoniou-se.
Passou dias pensando numa provável mudança. Sabia que algo tinha de ser feito, porém não lhe ocorriam idéias. Sentia-se mal por isso.
Foi quando a vida ouviu suas duvidas e mandou respostas através de uma pessoa um tanto quanto mais sabia que ele, mais experiente, que o fez refletir e escrever, depois de muito pensar, para não esquecer:
“O amor é como um presente de recompensa, onde você deve agarrar consigo até que a outra pessoa realmente o mereça pelo esforço. Você deve contemplar somente o que fizer jus ao premio, mas se cair em tentação em entregar o presente logo no começo: Controle-se! Ninguém concede valor à aquele que ama nas primeiras páginas da história, afinal de contas, ninguém compra um livro em que o mocinho confessa seu amor a mocinha assim que a conhece. E o resto da história? E o sofrimento em conquistá-la? Que livro é esse que o final feliz é antecipado no primeiro capítulo? O epílogo não é o começo do livro”.
“Note, o ser humano é movido pelo combustível sofrimento e conquista, gosta de sofrer e conquistar! Não adianta querer antecipar o final feliz, o processo tem que ser lento, sofrido, prazeroso, recompensador e somente após essa longa batalha, finalmente a frase deve ser proclamada e não somente dita: - Parabéns, você acaba de ganhar o meu amor! Seguido de uma tão famosa quanto preciosa frase: - Eu te amo”.
Confiante nisso e feliz por acreditar em algo novo, mudou o rumo de sua vida, decidiu caminhar no mesmo sentido do vento e das outras pessoas, outrora estranhas, assumiu uma nova personalidade com relação ao amor. E agora, no jogo da vida, chegou a vez dele mover os pinos.
Gostaria de tentar uma nova estratégia de vida, algo que o fizesse vencedor nas relações, pois concluiu que algo havia de errado com ele, mas não sabia ao certo o que era. A começar, questionou se ele errava em amar tão logo tivesse oportunidades para o mesmo ou se errava em assumir seus sentimentos quando na verdade devesse ficar calado.
Algo em seu coração lhe dizia que agia erroneamente nas duas questões, pois nunca era valorizado, o que resultou na decepção que sentia a pouco.
Sempre acreditou que deveria assumir quando sentisse o amor, que deveria viver o hoje como se fosse o último dia, mas fatos atuais e analise de situações vividas lhe mostraram que lutava contra o vento, que o caminho não era aquele. Seus pensamentos tratavam-se de um equivoco, talvez por falta de experiência.
Agoniou-se.
Passou dias pensando numa provável mudança. Sabia que algo tinha de ser feito, porém não lhe ocorriam idéias. Sentia-se mal por isso.
Foi quando a vida ouviu suas duvidas e mandou respostas através de uma pessoa um tanto quanto mais sabia que ele, mais experiente, que o fez refletir e escrever, depois de muito pensar, para não esquecer:
“O amor é como um presente de recompensa, onde você deve agarrar consigo até que a outra pessoa realmente o mereça pelo esforço. Você deve contemplar somente o que fizer jus ao premio, mas se cair em tentação em entregar o presente logo no começo: Controle-se! Ninguém concede valor à aquele que ama nas primeiras páginas da história, afinal de contas, ninguém compra um livro em que o mocinho confessa seu amor a mocinha assim que a conhece. E o resto da história? E o sofrimento em conquistá-la? Que livro é esse que o final feliz é antecipado no primeiro capítulo? O epílogo não é o começo do livro”.
“Note, o ser humano é movido pelo combustível sofrimento e conquista, gosta de sofrer e conquistar! Não adianta querer antecipar o final feliz, o processo tem que ser lento, sofrido, prazeroso, recompensador e somente após essa longa batalha, finalmente a frase deve ser proclamada e não somente dita: - Parabéns, você acaba de ganhar o meu amor! Seguido de uma tão famosa quanto preciosa frase: - Eu te amo”.
Confiante nisso e feliz por acreditar em algo novo, mudou o rumo de sua vida, decidiu caminhar no mesmo sentido do vento e das outras pessoas, outrora estranhas, assumiu uma nova personalidade com relação ao amor. E agora, no jogo da vida, chegou a vez dele mover os pinos.
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